Autoestima: o que é, pilares e como desenvolver
Minha amiga Carla passou três anos namorando um cara que nunca a levava para conhecer a família. Ele tinha sempre uma desculpa: “Minha mãe é difícil”, “Não é o momento certo”. A Carla, que é uma pessoa brilhante — engenheira de software, fala três idiomas — ficava esperando. Esperando ser vista. Esperando ser importante o suficiente. Essa história me fez refletir sobre como a autoestima影响着 nossas escolhas — e como a gente aceita coisas que não deveria.
O que realmente é autoestima?
Não é sobre se achar a melhor pessoa do mundo o tempo todo, sabe? Isso seria insuportável (e bem desonesto). Autoestima é mais simples e ao mesmo tempo mais profundo: é conseguir se olhar no espelho e não sentir vergonha do que vê. É saber que tem valor mesmo quando erra, mesmo quando o dia não sai como planejado.
Minha tia Thereza sempre diz: “Autoestima não é soberba, é amor-próprio.” Ela tem razão. A diferença entre as duas coisas? Soberba é fingir que você não tem falhas. Autoestima é aceitar suas falhas e ainda assim se respeitar.
Quando sua autoestima está baixa, você deixa portas abertas para o que não te serve. Aceita comportamentos desrespeitosos achando que “é assim mesmo”. Ignora seus próprios limites porque não acredita que merece ser tratada melhor.
Quais são os pilares de uma autoestima saudável?
Depois de ler bastante sobre o assunto e de algumas sessões com minha terapeuta (sim, terapia é bom demais), percebi que autoestima não é um interruptor. É uma construção. Precisa de alicerces. Esses são os principais:
Se conhecer de verdade. Não estou falando daquela lista genérica de “coisas que eu gosto”. É ir mais fundo. O que te deixa energizada? O que te esgota? Quais são seus valores inegociáveis? Meu primo Pedro descobriu, aos 40 anos, que odiava reuniões. Toda vida forçou um perfil de vendedor quando seu sonho era mexer com números. Quando finalmente aceitou essa verdade e virou analista de dados, sua relação consigo mesmo mudou completamente.
Ser sua própria amiga. Pensa comigo: quantas vezes você se criticou duramente por um erro bobinho? Quantas vezes falou pra si mesma algo que jamais diria pra sua melhor amiga? Minha irmã Daniela tinha o hábito de se culpar por qualquer atraso. Um dia eu perguntei: “Você falaria isso pra sua filha?” Ela ficou sem saber o que responder. Hoje ela é muito mais gentil consigo mesma.
Aceitar que errar é humano. Ninguém consegue acertar sempre. A diferença está em não deixar seus falhas definirem quem você é. Meu vizinho Marcos queima o arroz toda vez. Toda vez mesmo. Mas ele aceitou isso e agora só faz receitas simples que ele domina. Ele não se acha incompetente — só sabe onde brilha.
Assumir o controle das suas escolhas. Isso significa parar de jogar a culpa nos outros e também parar de se culpar por tudo. É entender que você tem poder sobre suas decisões. Quando você assume esse controle, percebe que não está presa às circunstâncias.
Saber colocar limites. Dizer “não” sem se sentir mal. Descansar quando seu corpo pede. Não agradar todo mundo só pra ser bem vista. A Fernanda, do meu grupo de corrida, demorou anos pra conseguir recusar horas extras. Quando finalmente conseguiu, percebeu que as pessoas passaram a respeitá-la mais.
Como aumentar a autoestima na prática?
Aqui vem o que todo mundo quer saber: “E aí, o que eu faço?” Separei estratégias que funcionam — e que eu mesma Colocando em prática.
Cuide do corpo porque corpo e mente são conectados. Quando eu comecei a dormir minhas 8 horas certinhas, minha percepção sobre mim mesma mudou. Acordava menos irritada, mais disposta. Não estou dizendo pra virar atleta. Caminhar 20 minutos, comer algo que te nutra de verdade, dormir bem — isso já faz diferença enorme.
Fique de olho no seu diálogo interno. Você já reparou quantas coisas ruins você diz pra si mesma num único dia? “Sou tão笨”, “Nunca vou conseguir”, “Sempre faço isso errado”. Minha terapeuta me ensinou a parar e perguntar: isso é fato ou é sensação? Na maioria das vezes, é sensação. Substitua por algo mais realista: “Errei dessa vez, mas já sei como fazer melhor.”
Estabeleça metas pequenas e celebre cada conquista. Minha amiga Beatriz queria voltar a estudar inglês. Começou com 15 minutos por dia usando um aplicativo. Depois de dois meses, ela já conseguia assistir uma série em inglês sem legenda. “Eu me senti tão capaz”, contou ela. Pequenas vitórias vão construindo confiança.
Puxe pessoas positivas pra perto. Aquele amigo que só gossip, aquela prima que compara sua vida com a dos outros — essas pessoas tiram sua energia. Minha mãe sempre diz: “Me diz com quem andas e te direi quem és.” Escolha quem te faz se sentir bem.
Aprenda algo novo. Quando eu aprendi a costurar, minha autoestima subiu. Não porque costurar seja grandioso, mas porque eu fiz algo que achava que não seria capaz. Pode ser um idioma, um instrumento musical, uma receita nova — qualquer coisa que te faça pensar “opa, olha eu aqui conseguindo”.
Pratique gratidão. Toda noite, antes de dormir, anoto três coisas do dia que foram boas. Pode ser algo simples — “O almoço estava gostoso” ou “Consegui resolver aquele problema chato do trabalho”. Esse exercício treina seu cérebro a enxergar o lado positivo, não só o que está errado.
Quando é hora de buscar ajuda profissional?
Tem vezes que a baixa autoestima está tão misturada com outras questões — como ansiedade, depressão ou traumas — que só reflexão não resolve. E tá tudo bem nisso.
Se você se reconhece em algum desses sinais, considere procurar um psicólogo ou terapeuta:
- Você se sente incapaz independente do que faça
- Têm pensamentos negativos sobre si mesma que você não consegue controlar
- Evita situações sociais por medo de ser julgada
- Já pensou em se machucar por não se sentir merecedora de coisas boas
Terapia não é pra “pessoas fracas”. É pra quem quer se entender melhor e transformar padrões que não funcionam mais. Minha amiga Luciana foi ao terapeuta porque não conseguia parar de se sabotar nos relacionamentos. Depois de meses, ela finalmente entende de onde vem esse medo de abandono — e está aprendendo a se valuing mais.
Se quiser ler mais sobre como cuidar da sua saúde mental, visite nossa categoria de Saúde Mental.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre autoestima e vaidade?
Vaidade é se importar demais com a aparência ou com a opinião dos outros. Autoestima é sobre seu valor interno, não sobre como você é vista. Você pode ter baixa autoestima e ser vaidosa (e vice-versa).
Autoestima pode mudar ao longo da vida?
Com certeza. Não é algo fixo. Pode melhorar com trabalho consciente — autoconhecimento, terapia, mudanças de hábito — e pode piorar em momentos difíceis. O importante é não tratar como destino

Ana Carolina
Ana Carolina é uma renomada jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de assuntos relacionados à saúde, bem-estar e culinária. Graduada em Jornalismo, Ana dedicou sua carreira a informar e inspirar as pessoas a adotarem um estilo de vida mais saudável. Seu compromisso é traduzir a ciência em dicas práticas para uma vida plena e saudável.




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